Educar para o pensar espírita é educar o ser para dimensões conscienciais superiores. Esta educação para o Espírito implica em atualizar as próprias potencialidades, desenvolvendo e ampliando o seu horizonte intelecto-moral em contínua ligação com os Espíritos Superiores que conduzem os destinos humanos.

“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a Lei. Allan Kardec”: 「生まれ、死に、再び生まれ、更に進歩し続ける。それが法なのである。」
アラン・カルデック

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Beethoven para o Japão

A 9ª. Sinfonia de Beethoven, no movimento “Ode à Alegria”, elevada à categoria de Patrimonio da Humanidade pela UNESCO, foi composta num dos momentos mais trágicos da vida desse compositor, que, não obstante o seu drama pessoal, legou ao planeta uma de suas mais belas composições sinfônicas. Em 1806, revelou publicamente o seu problema, em uma frase anotada nos esboços do Quarteto no. 9: “Não guardes mais o segredo de tua surdez, nem mesmo em tua arte!” – mensagem de algum Espírito amigo? Muito provável.

Antes disso, em 1802, Beethoven escreveu o seu documento mais famoso: o Testamento de Heiligenstadt. Trata-se de uma carta, originalmente destinada aos seus irmãos, nunca enviada, onde reflete, desesperado, sobre a tragédia da surdez e os possíveis impactos sobre a sua arte. Por recomendação médica, descansava na aldeia de Heiligenstadt, perto de Viena. A tragédia de Ludwig van Beethoven, que vivia pela e para a música, envolveu-o no ápice de sua carreira, e acabou por encaminhá-lo à profunda depressão e a cogitar sobre suicídio. Era um pensamento forte e recorrente. O que o fez mudar de ideia? “Foi a arte, e apenas ela, que me reteve. Ah, parecia-me impossível deixar o mundo antes de ter dado tudo o que ainda germinava em mim!”, escreveu na carta. “Divindade, tu vês do alto o fundo de mim mesmo, sabes que o amor pela humanidade e o desejo de fazer o bem habitam-me”.

Beethoven é reconhecido como o grande elemento de transição entre o Classicismo e o Romantismo. De fato, ele foi um dos primeiros compositores a dar papel fundamental ao elemento subjetivo na música. “Saída do coração, que chegue ao coração”, disse a respeito de uma de suas obras. Toda obra beethoveniana é fruto de sua personalidade sonhadora e melancólica, um tanto épica, verdadeiramente romântica.

Beethoven soube superar a pior crise de sua existência. Embora completamente surdo, jamais deixou de compor e nos legou, a toda a Humanidade, do presente e do futuro, a sua mais bela composição: Ode à Alegria.

Esta é a nossa pequena homenagem ao povo japonês. Fé, Coragem, Trabalho, parecem ter sido o apoio de Beethoven. É o que desejamos a todos. Neste e em outros possíveis momentos difíceis, porém libertadores serão eles que nos sustentarão. E a Filosofia Espírita, a nós concedida pelos Espíritos Superiores, será a nossa grande incentivadora.

Blogs de Consulta:
NEJA-Nucleo Espírita Joanna de Ângelis: http://nejanucleoespiritajoannadeangelisjp.blogspot.com.br e Filosofia Espírita com o Japão: http://filosofiaespiritacomjapao.blogspot.com

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Conheça nosso conteúdo programático:

Projeto Estudos Filosóficos Espíritas no Japão

1. Por que Filosofia Espírita?

2. O que é o Filosofar Espírita?

3. O que é Filosofia?

4. A Filosofia Espírita

5. O Espiritismo e a Tradição Filosófica

6. O Método em Filosofia / O Método em Espiritismo

7. A Linguagem / Linguagem e Responsabilidade

8. Arte e estética / A Filosofia Espírita e a Arte

9. O Pensamento Mítico

10.  Do Mito à Razão